quarta-feira, 26 de junho de 2013

Estudo de caso Roberto

 Roberto apresenta deficiência intelectual, tem 12 anos de idade e cursa o 5º ano do ensino fundamental em uma escola pública estadual. Ele mora com os pais e dois irmãos, sendo ele o caçula, Roberto encontra-se na hipótese pré-silábica do desenvolvimento da linguagem e escrita. O aluno apresenta pouco interesse pelas atividades proposta recusando-se a realizá-las, riscando aleatoriamente e grafando a letra "A" bem grande, mesmo com a intervenção da professora ele não consegue fazer as atividades. Em sala de aula ele calado, tímido, mas quando contrariado pula, grita e às vezes, agressivo. Através de várias tentativas e diferentes propostas de atividades a professora percebeu que Roberto compreende as atividades de linguagem e escrita no contexto de música, pois ele gosta de cantar e pintar.
Do ponto de vista motor, ele tem dificuldade no traçado das letras e pinta desordenadamente. Na escrita de seu nome, repete a letra "A" e não dá muita atenção para determinadas atividades, apenas por alguns minutos, colocando outra conversa. O aluno tem dificuldade de linguagem, atenção e concentração, às vezes repete o que falamos, tendo um bom relacionamento com os colegas e professores, ficando nervoso quando alguém mexe com ele.
Portanto, com o objetivo de colher informações sobre o aprendizado de Roberto a professora de AEE realizou entrevista com a professora da sala de aula comum anotando as queixas trazidas pela professora que o aluno não demonstra interesse nas realizações das atividades, rabisca e pinta aleatoriamente, grafa a letra "A", repetindo-a por várias vezes. Em seguida observou-se o aluno na sua sala de aula e nos espaços de seu ambiente escolar, depois de todo esse processo de observações, a professora de AEE realizou também uma entrevista com família de Roberto, buscando saber sobre seu comportamento em casa, se se relaciona bem com seus irmãos, o que gosta de fazer e o que não gosta, informou-se também sobre sua saúde, dentre outros questionamentos.
A professora de AEE percebeu que Roberto é tratado com respeito pelos colegas em sala de aula e que ambos compreendem suas atitudes mediante algumas situações, o aluno não gosta de participar das atividades recreativas, demonstrando medo. Porém fica observando e, ao mesmo tempo, se divertindo.
Mediante todas essas informações obtidas sobre Roberto a professora de AEE irá realizar algumas avaliações no sentido de investigar a dificuldade de aprendizagem e o desinteresse do aluno com relação às suas atividades propostas em sala de aula. Sabendo que o aluno se encontra na hipótese pré-silábica e seus traçados de letras são através de garatujas e que também não identifica nenhuma letra do alfabeto, fala e repete aleatoriamente.
As potencialidades de Roberto para a aprendizagem é que ele compreende o que lhe é solicitado, interage com seus colegas e professora da sala de aula, pinta, mesmo que aleatoriamente e tem coordenação motora ao pegar o lápis, grafando a letra "A".
Buscando solucionar o problema, após uma construção de uma hipótese explicativa constatando que Roberto tem problema relacionado ao seu desenvolvimento intelectual desde nascença, porém possui capacidade para compreender o que lhe é falado e que na sala de aula Roberto necessita da ajuda da professora para resolver o que lhe é proposto nas atividades e também precisa de ajuda para realizá-las, tendo dificuldade de atenção e concentração, e que o mesmo toma remédio diariamente e faz acompanhamento médico. Sendo assim, a professora de AEE irá iniciar o processo de solução do problema, questionando que recursos humanos e materiais pedagógicos serão necessários para atender o aluno Roberto, buscando desenvolver suas potencialidades e superar suas dificuldades considerando atividades eficazes para se trabalhar na sala de recurso multifuncional que possam estimular em seus aspectos cognitivos, desenvolvendo sua atenção e concentração, entre as quais destacam-se: atividades lúdicas, jogos de memória, contação de história, teatro de fantoches, desenhos e pinturas livres, seriação de animais, sequência de números e quantidade através de gravuras, atividades de babelê, quebra-cabeça silábico, alinhavos com números, atividades com material dourado, alfabeto móvel, bingo de letras e números, software MecDaisy dentre outras.
Buscando assim, incentivar e estimular nas realizações de suas atividades utilizando estratégias e intervenções motivadoras e produtivas, despertando o interesse no aluno nas realizações de suas atividades escolares.

Haja visto que a professora de AEE deve estar sempre em contato com a professora da sala de aula comum orientando-a sobre a metodologia, estratégias e intervenções que facilite no aprendizado de Roberto e confeccionando materiais pedagógicos necessário para colaborar e estimular no desempenho do aluno em suas atividades escolares.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Estudo do Caso Roberto

ESTUDO DE CASO

CASO DE ROBERTO

Etapa 1: Apresentação do problema
Roberto apresenta deficiência intelectual. Ele tem 13 anos e cursa o quarto ano em uma escola pública.
  • Ele se encontra em nível pré-silábico do desenvolvimento da linguagem escrita;
  • Apresenta dificuldade de concentração;
  • Em sala de aula, apresenta uma agitação, visto que não se interessa pelas atividades;
  • Vive numa Instituição que obriga crianças órfãos;
  • Oscila nas atividades quanto ão interesse nas realizações;
  • Tem dificuldade em sua locomoção arrasta os pés sem flexionar os joelhos;
  • Na motricidade fina, apresenta dificuldades gráficas no traçado das letras e desenho;

Etapa 2: Esclarecimento do problema
  • As potencialidades de Roberto para aprendizagem e para interação na sala de aula é que ele apresenta uma linguagem oral bem articulada, e uma facilidade em se expressar e compreender o que lhe é solicitado. E manifesta grande interesse por jogos, e apresenta uma capacidade para compreender regras de jogo. E que também ele se relaciona bem com os colegas e com a professora;
  • Do ponto de vista motor Roberto tem dificuldade em sua marcha , e ao andar arrasta os pés sem flexionar os joelhos;
Na motricidade fina, apresenta dificuldades gráficas no traçado das letras e no desenho;
  • Porém, o aluno se encontra em estágio inicial ( nível pré-silábico ) do desenvolvimento da linguagem escrita;
  • Nas atividades de linguagem escrita em contextos de jogos. Roberto manifesta grande interesse;
  • No desenvolvimento e realizações das atividades propostas pela professora o aluno não demonstra interesse;

Etapa 3: Identificação da natureza do problema
Roberto tem problemas relacionados ao seu desenvolvimento intelectual. Porém, ele tem capacidade de compreender regras do jogo, se beneficiando delas para ser o vencedor;
  • Ele apresenta boa capacidade comunicativa com a professora e seus colegas;
  • O problema de atenção de Roberto está relacionado com sua dificuldade de adaptação á sala de aula ou a de escuta ou falta de respeito as regras de convívio dentro da sala de aula;
  • Em sala de aula, Roberto demonstra atitude de dependência da ajuda externa para resolver o que lhe é proposto como atividade;
  • Ele demonstra dificuldade de atenção e de concentração nas atividades;
  • Roberto tem uma saúde fragilizada com problemas respiratórios e alérgicos, adoece com frequência e toma remédio diariamente;

Etapa 4: Resolução do problema
  • É possível dizer que a natureza do problema de Roberto é de ordem cognitiva e motora, sendo a primeira pela deficiência intelectual e a segunda relacionada as sequelas neuromotoras que atingiram seu tônus muscular. Dificultando a utilização do manuseio do lápis, assim como na motricidade ampla;
  • A evolução conceitual desse aluno interferi na interpretação do que ele faz na língua escrita. Com relação as dificuldades de manter suas atenções voltadas pelas solicitações dirigidas pela professora, vem consistir também num problema de aprendizagem do Roberto, pois nesse caso de atenção seletiva afeta consequentemente a
concentração para a execução de suas atividades proposta na sala de aula.
Diante dessa situação para que Roberto possa desenvolver suas potencialidades podemos trabalhar na sala de recursos multifuncionais, com diversas atividades como por exemplo: atividades lúdicas, jogos, contação de histórias, teatro de fantoches, desenhos, pinturas, atividade com massa de modelar, banda musical, jogos de memória, seriação de animais, números e quantidades, atividade de babelê, quebra-cabeça, atividade com gravuras, dominó, quebra-cabeça silábico, alinhavos, atividade com material dourado, atividade com alfabeto móvel, dentre outras.

Buscando, assim incentivar e estimular o aluno nas realizações de suas atividades, utilizando estratégias e intervenções motivadoras e produtivas despertando o interesse nas realizações de suas atividades escolares.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

AEE Enquetes x Pesquisas

De acordo com as pesquisas realizadas nos Municípios de manaus e Rio Branco, sobre a inclusão escolar e a oferta do AEE, foi observado que ambas tem uma demanda de salas de recursos multifuncionais, contudo ainda não atenda a demanda de alunos, havendo necessidade de implantar mais SRM. Sendo que o número de alunos atendidos na SRM, está em média de 10 à 20 alunos, exceto 4 escolas que atendem mais de 20 alunos.
Percebe-se através da legenda que a formação continuada para os professores de AEE está sendo suprida pois há uma grande participação e que ambos estão se qualificando para esse atendimento pois existem uma demanda de alunos. Haja visto que está existindo um paralelo deste atendimento do AEE entre esse dois municípios com ambas pesquisas.
Com relação a oferta de AEE nas escolas de Rio Branco e Manaus o atendimento educacional especializado está sendo oferecido. As ações desenvolvidas nas escolas estão acontecendo, através de formação continuada para os professores de AEE e professores da sala de aula comum, oportunizando acessibilidades nos espaços e materiais escolares para um bom desempenho escolar dos alunos. E que os mesmos orientam as famílias e estabelecem parceria com outros setores da comunidade, fortalecendo o trabalho da escola, buscando um melhor desempenho no AEE e na vida escolar e social dos alunos.
Valendo ressaltar que em ambas escolas o AEE faz parte do PPP, o que deve realçar o desenvolvimento das ações supracitadas, tendo em vista o desempenho dos alunos, em sua vida acadêmica e social. Os alunos participam do AEE no contraturno da sala de aula comum, suas frequências são de acordo com a necessidade de cada aluno.
Quanto as adequações físicas nas escolas pesquisadas a maioria estão com esse objetivo no PPP, de tornar a escola acessível sem barreiras, mas ainda existem escolas que estão com essas adequações em andamentos.
Contudo o AEE vem melhorando no desempenho dos alunos, complementando e suplementando em seu ensino e aprendizado e em sua vida social, tornando-os mas autônomos.
O pude observar foi que houve mais semelhança do que diferença entre as ações da educação especial desenvolvidas em ambas escolas.

De acordo com os documentos lidos percebe-se que a educação inclusiva requer a definição de políticas públicas que visem alterar a organização dos sistemas. Consolidando assim um proposta de educação especial integrada ao projeto político pedagógico das escolas.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Diálogo das enquetes

Mediante as observações das perguntas nas enquetes podemos dizer que os sistemas de ensino estão se adaptando diante das situações com relação a inclusão escolar. Pois com a Politica Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, assegurar a inclusão de alunos com deficiência , transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades superdotação. 
As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sobre alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório sob alegação de deficiência as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo , de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas , na comunidade em que vive. 
Haja vista que a escola não pode negar matricula para os alunos com necessidades especificas, pois eles tem o mesmo direito e igualdade , cabe a escola se organizar e oferecer condições necessárias para uma educação de qualidade. 
Quanto aos professores da sala de aula comum devem participarem de formação continuada e obter mais conhecimentos para desenvolverem um trabalho de qualidade com sua turma e com os alunos com necessidades especiais, pois é um direito de todos o acesso a educação nas escolas regulares .
O professor do AEE deve ter como base de sua formação, inicial e continuada , conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área.. E que esta formação possibilite a sua atuação no atendimento educacional especializado , aprofundando o caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns , nas salas de recursos multifuncionais . Devendo fazer orientações gerais e/ou promover debates que visem a formação de uma escola inclusiva , nos momentos pedagógicos disponibilizados pela escola. Reafirmando o caráter pedagógico desse atendimento cujo objetivo é suprir a necessidade do aluno assegurando o direito de acesso a recursos que possam potencializar suas capacidades , promover o seu desenvolvimento e aprendizagem e, consequentemente , levar o aluno a sua própria emancipação , garantindo assim, plena convivência social. Tendo em vista que a sala de recursos multifuncionais é um espaço localizado nas escolas de educação básica onde se realiza o AEE.
Elas são organizadas com mobiliarias , materiais didáticos e pedagógicos , recursos de acessibilidade e equipamento especifico para o atendimento dos alunos público alvo da educação especial em turno contrário a escolarização. Deve atender alunos da escola, e\ou do bairro de forma individual ou em pequenos grupos , conforme a necessidade. Todos os alunos que estão matriculados em salas de recursos multifuncionais mesmo que sejam de outras escolas deverão ter pastas contendo documentos pessoais , diagnóstico quando for o caso , avaliação pedagógica feita pela equipe da escola, coordenados pedagógico , professor da sala de aula , juntamente com o professor do AEE. Valendo ressaltar que nossas escolas passam por dificuldades , porém as barreiras estão sendo vencidas. Pois grandes mudanças já ocorreram e acreditamos que nosso trabalho evoluiu muito e que está sendo realizado de maneira mais eficaz.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Análise das pesquisas na escola

O sistema de ensino deve matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos (MEC/SEESP, 2001). Quanto à política nacional da educação especial, na perspectiva da educação inclusiva, diz que: a educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o Atendimento Educacional Especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo do ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular. No que diz respeito aos objetivos propostos na política, a escola provê condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos, fomenta o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos, ofertando atendimento AEE. E que através da pesquisa percebeu-se que a escola disponibiliza de vários recursos, pedagógicos e didáticos. Haja visto que, na escola pesquisada, estes alunos estão sendo acompanhados na sala de recursos multifuncionais, no AEE, no turno inverso ao da sua classe comum. Quanto ao financiamento do atendimento aos alunos do AEE, o governo federal manda a verba de acordo com a informação no censo escolar, pois a dupla matrícula do aluno possibilita mais recursos financeiros para o trabalho com esses alunos. Os planejamentos estão sendo adequados para subsidiar o trabalho do professor da sala de recursos e da sala de aula regular, buscando oferecer metodologia e estratégia para trabalhar de maneira mais eficaz, esclarecendo o objetivo do Atendimento Educacional Especializado na escola.